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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO

Jô Soares

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor! É jovem, não tem experiência. É velho, está superado. Não tem automóvel, é um pobre coitado. Tem automóvel, chora de "barriga cheia'. Fala em voz alta, vive gritando. Fala em tom normal, ninguém escuta. Não falta ao colégio, é um 'caxias'. Precisa faltar, é um 'turista'. Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos. Não conversa, é um desligado. Dá muita matéria, não tem dó do aluno. Dá pouca matéria, não prepara os alunos. Brinca com a turma, é metido a engraçado. Não brinca com a turma, é um chato. Chama a atenção, é um grosso. Não chama a atenção, não sabe se impor. A prova é longa, não dá tempo. A prova é curta, tira as chances do aluno. Escreve muito, não explica. Explica muito, o caderno não tem nada. Fala corretamente, ninguém entende. Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário. Exige, é rude. Elogia, é debochado. O aluno é reprovado, é perseguição. O aluno é aprovado, deu 'mole'. É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Abaixo-assinado Professores das redes públicas mesmo índice de reajuste dos senadores.

Do blog da Profª Luciana:

Professores podem ter o mesmo reajuste salarial dos senadores. Os senadores Cristovam Buarque e Pedro Simon apresentaram no dia 16/12/2010, projeto de lei estendendo o mesmo reajuste salarial concedido aos senadores para o Piso Salarial Profissional Nacional para os professores da educação básica das escolas públicas brasileiras. Com o reajuste de 61,78% do aumento dos senadores, o piso salarial dos professores passará de 1.024,00 para R$ 1.656,62, valor inferior ao valor pago aos parlamentares a cada mês: R$ 26.723,13. Para o senador Cristovam Buarque, a desigualdade salarial é substancial, talvez a maior em todo o mundo, com conseqüências desastrosas para o futuro do Brasil. Na opinião do senador, a aprovação do reajuste de 61,78% para os professores da educação básica permitirá, ao Senado, uma demonstração mínima de interesse com a educação das nossas crianças e a própria credibilidade da Casa.

Clique aqui e participe.

Eu já assinei!!!!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mas o que eu posso fazer?

Segundo o Estatuto e o Plano de Cargo, Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública Municipal de Campos dos Goytacazes, Titulo V, Capítulo I, §2º Da jornada de trabalho de 25 (vinte e cinco) horas semanais, 20 (vinte) horas serão destinadas a efetiva atividade em sala de aula e as 5 (cinco) restantes reservadas a estudo, planejamento de aulas, avaliação de alunos, elaboração de provas, participação em comissão de exames e desenvolvimento profissional do professor.

Nas escolas da rede não se tem uma estação de trabalho para que o professor realize seu planejamento e com isso leva trabalho para casa. Existem aulas aos sábados que pressupõem a utlização do tempo que não foi gasto com o planejamento, pois pensam que como não há espaço na escola não realizamos planejamento e com isso o trabalho aumenta ainda mais.

Se as coisas não chegam até o professor, no sistema, não tem nenhum mecanismo para captar recursos.

No final das contas, se o professor se interessar em obter recursos de ensino que retire do seu bolso.

Sala de aula é composta apenas de quadro de giz e cadeiras.

Somente livro didático não garante um aprendizado contemporâneo.

O livro didático nao supre todo o conteúdo. Precisa-se de material suplementar.

O livro didático (quando tem para todos) não garante interatividade.

O giz não faz milagre.

E não é apenas falando que o professor vai fazer alguém aprender. Alguns até aprendem, mas não com aquela qualidade caso a sala de aula fosse melhor equipada.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A coisa está preta!

O papel do professor é ser regente de classe, e não especialista em deficiência. Essa responsabilidade é da equipe de atendimento especializado. Não pode haver confusão. (Maria Teresa Égler Mantoan)

Onde se encontram os especialistas?

Há um grande demérito na educação. O que evidencia isso, entre outras coisas, são as escolas que se encontram depredadas tornando assim um lugar feio e não adequado ao clima de aprendizagem.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

6ª Bienal do Livro de Campos

Hoje levei meus alunos a este evento.

Que calor passei lá dentro!

E a praça de alimentação sem local para sentar?

As crianças quiseram beber água. Mas não tinha copo num bebedouro com galão de água de mineral.

As crianças quiseram ir ao banheiro. A minha diretora levou pois eu entrei na "Caverna" para marcar lugar. Não havia reserva para esse local, tive que ficar marcando lugar mesmo. Ouvi dizer que os banheiros ficam do lado de fora da bienal. Deveria ser banheiro químico. Não outro jeito mesmo.

A única coisa que me chamou a atenção positivamente foi o comportamento dos alunos da rede pública municipal de São Francisco de Itabapoana (SFI). Li no uniformes das crianças o nome da cidade. A professora os colocou sentadinho no chão e falou que ia sair parar comprar um salgado. Acreditem! Todos ficaram lá quietinhos sem sair do lugar, sem brigar, sem gritar, apenas prestavam atenção a fala da autora Flávia Lins.

Agora perguntem aos professores da rede municipal de Campos se os seus alunos fariam isso. Na minha escola, as diretoras elogiam muito a minha turma, falam que é a melhor comportada e eu até hoje não consegui presenciar a mesma coisa que os alunos de SFI.

Agora me diga você: O que está faltando aos alunos da rede municipal de Campos?

Será que por ser crianças de cidade maior onde as famílias estão sendo menos assistidas pelo Poder Público que fazem com que as crianças sejam mais atribuladas?

Precisamos de mais especialistas em educação extra-classe (como psicólogos, fonoaudiólogos), precisamos de turmas menores para que cada criança recebe mais atenção, precisamos de professores motivados (e os corruptos banidos), precisamos de um governo que tenha real prioridade em educação.

Tenho me cansado de ver professores que tiram dinheiro do bolso para fazer graça a aluno mas não contribuem em nada com seu aprendizado.

Claro que não sou perfeito! Preciso e procuro auxílio e orientação, mas nada disso consigo de maneira satisfatória: o sistema emperra!!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Boa gestão é tão importante quanto investimento na educação

O conselheiro da ONG Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos, disse que o Brasil investe no ensino menos que seus vizinhos

Participantes do debate ''A Capacidade do Brasil - O Papel da Educação'', promovido pela BBC Brasil e pela rádio CBN nesta segunda-feira, afirmaram que o Brasil precisa ir além do consenso de investir mais no ensino e passar a melhorar a gestão das escolas e faculdades.

O conselheiro da ONG Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos, disse que o Brasil investe no ensino menos que seus vizinhos. Enquanto Argentina, Chile e México gastam por ano cerca de US$ 2 mil com cada aluno, o Brasil investe cerca de US$ 1,4 mil. "Se a gente não profissionalizar a gestão, na primeira chuva esse dinheiro vira lama."

Para o economista e professor da FEA-USP e do Insper, Naércio de Menezes Filho, o gasto do governo com cada aluno é tão pequeno que, em alguns casos, o investimento anual equivale a uma mensalidade de escola privada. "Mas nem sempre os municípios que investem mais têm um desempenho educacional melhor. Não basta aumentar os recursos, é necessário aprimorar o modo como essa verba é usada", afirma Menezes.

Resistências políticas

A diretora-executiva da Fundação Lemann, Ilona Becskeházy, disse que o primeiro passo seria aplicar a lei existente para regulamentar o investimento em educação. Se a lei for colocada em prática, o gasto do governo passaria de R$ 90 bilhões para R$ 190 bilhões por ano. "É preciso então dobrar o gasto", disse ela, observando que há "resistências" a esse investimento.

Para os debatedores, o principal entrave para ampliar recursos e aprimorar a gestão está na falta de vontade política que segundo eles existe em vários níveis do governo. "Muitos prefeitos preferem construir pontes", afirmou Menezes. Segundo os especialistas, questões politicas não representam entraves apenas no âmbito de governos - elas também pode ser um problema dentro dos muros dos colégios.

Ramos afirmou que "é inadmissível que em pleno século 21 ainda haja indicação política para diretor de escola", referindo-se a pressões que, de acordo com ele, são exercidas por líderes comunitários, vereadores e deputados. "Além das ações pedagógicas, um diretor administra o dinheiro público", afirmou. Menezes lembra ainda que há graves problemas de treinamento dos diretores: "Muitos não sabem lidar com números, por exemplo."

Pobreza inominável

Becskeházy dá a medida do custo dessa má administração: "O dinheiro até chega às Secretarias (de Educação), mas não na sala de aula." Nesse cenário, segundo a diretora, o que se vê Brasil afora são secretarias com muitos funcionários de um lado e salas de aula extramente pobres. "Mesmo aqui em São Paulo, que vem investindo bastante na educação, você entra na sala de aula e vê uma pobreza inominável."

Para Menezes, os problemas com gestão são uma boa oportunidade para escolas públicas aprenderem com escolas, e também empresas, privadas. "As particulares já trabalham para melhorar as práticas gerenciais, para criar um clima propício para o aprendizado e para avaliar constantemente os alunos." Além de investir na capacitação dos diretores, os especialistas foram unânimes em defender a valorização dos bons professores. "A carreira (de magistrado) tem de ser mais promissora", afirma Ramos.

Menezes diz que a questão não é apenas aumentar salários. "É preciso criar um mecanismo que atrele a progressão na carreira do professor ao aprendizado do aluno." Para ele, somente ao implementar a meritocracia você consegue atrair as melhores cabeças para ficar diante da lousa.

Realizado no Espaço Reserva Cultural, em São Paulo, o debate foi o segundo da série "O Futuro do Brasil". O próximo encontro acontece na próxima segunda-feira, dia 27, e tem como tema "O Brasil no Mundo - Política Externa e a Defesa do Meio Ambiente".

Participarão do encontro Ricardo Seitenfus, representante da OEA no Haiti, o ex-ministro das Relações Exteriores Luiz Felipe Lampreia, José Eli da Veiga, professor da Faculdade de Economia da USP, e Sergio Besserman, professor de Economia da PUC-RJ.

Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Inovação tecnológica impulsiona inovação pedagógica, diz professora da PUC-SP

Ana Okada
São Paulo

"A inovação tecnológica não traz, sozinha, a mudança; ela impulsiona a inovação pedagógica", diz Maria Elizabeth Almeida, professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), sobre o programa UCA (Projeto Um Computador por Aluno), do governo federal. A professora, que ajudou a implantar o piloto da ação no país, diz que as inovações tecnológicas, tais como os computadores do projeto, são apenas ferramentas para que haja a inovação pedagógica", diz.

Segundo Elizabeth, que participou do 3º encontro sobre laptops na educação, em São Paulo, não há resistência por parte dos professores para a aplicação do projeto, mas a alta rotatividade dos docentes temporários das redes públicas e a rigidez dos currículos podem limitar o uso de micros em sala. "É difícil transformar a mobilidade tecnológica em mobilidade pedagógica, porque os currículos têem margem de abertura pequena. O computador provoca a abertura disso, e isso provoca o repensar sobre o que é o currículo", diz.

Durante o encontro, foi reforçada a ideia de que o docente não deve somente repassar conhecimento, mas deve ser um "facilitador", ou seja, ele também deve atender às demandas das crianças e pode, inclusive, aprender com elas.

Sala de computação x computador

A professora explica que a principal diferença entre uma sala de computação e programas que dão um computador aos alunos é que, no primeiro, não ocorre a imersão do estudante: "Não se faz mudança ou imersão indo [na sala de computação] de vez em quando. Os alunos já chegam na escola com a linguagem digital, mas o uso na sala de aula é mais intenso", diz.

"Isso não significa que seja uma digitalização da educação. O uso do computador deve ser feito quando ele traz contribuições efetivas; mas ele tem que estar à mão para que isso aconteça."

Burocracia na implantação

Ela concorda que a burocracia torna o processo de aquisição dos micros mais lento, e destaca que, além do tempo da compra, há também o tempo da implantação: segundo a docente, isso varia de acordo com o nível de inclusão digital dos professores. Outra questão que Elizabeth ressalta é que, na implantação, é necessário que se crie oportunidades para que os docentes façam parte do projeto: "O que não pode ter é um treinamento; o desenvolvimento deve ser em conjunto", diz.

"É um projeto que nos desafia, mas se acreditarmos que a inserção do país na sociedade tecnológica passa pela inclusão digital, isso deve passar também pela escola", conclui.

Fonte: UOL Educação

domingo, 12 de setembro de 2010

Turmas nas escolas brasileiras são mais numerosas, diz OCDE

Estudo comparou a situação do País com a 38 países. Para especialistas, foco no aprendizado individual precisa acompanhar redução.

Priscilla Borges
Brasília

As turmas escolares brasileiras possuem mais alunos do que deveriam. A quantidade de estudantes sob a responsabilidade de cada professor vem diminuindo, como recomendam especialistas, mas ainda é maior do que a ideal. Pedagogos ressaltam, no entanto, que diminuir o número de alunos por professor não é suficiente para garantir a aprendizagem de todos: é preciso mudar o compromisso com a educação.

Em cada classe do País, o número médio de estudantes sob a responsabilidade de cada professor é de 25 alunos nas séries iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º anos) e de 30 nas séries finais (6º ao 9º anos). Os dados fazem parte do estudo Education at a Glance (EAG) 2010, divulgado esta semana pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ele analisa outros fatores, como investimentos em educação e escolaridade da população. Os dados financeiros e educacionais são de 2007 e 2008, respectivamente.

A pesquisa reúne informações dos 31 países da OCDE – Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Coréia, Luxemburgo, México, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, República Eslovaca, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos –, e de mais oito países convidados: Brasil, Federação Russa, Estônia, Eslovênia, Israel, China, Índia e Indonésia.

O tamanho das turmas brasileiras, segundo o estudo, é superior às de todos os países da OCDE. Neles, a média é de 21 alunos por classe nas séries iniciais e de 24 nas finais. Mas há variações entre os países. Na Coréia e no Chile, por exemplo, as turmas têm 30 alunos ou mais nas séries iniciais. Já países como Áustria, Finlândia, Portugal e México possuem 20 estudantes ou menos.

Na pré-escola, o cenário se repete. Cada professor precisa ensinar cerca de 19 alunos. Nos países da OCDE, a relação cai para 16.
 
Queda

De acordo com o estudo, o número médio de alunos por turma está diminuindo. Entre 2000 e 2008, nas séries iniciais do ensino fundamental, a redução foi de 1 aluno por classe e, nas finais, de 4 alunos por sala. Apesar dos números da OCDE, César Callegari, integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), acredita, no entanto, que a realidade das salas de aula brasileiras ainda não é homogênea.

Ele afirma que há turmas muito numerosas ainda, chegando a mais de 30 alunos nas séries iniciais. Callegari acredita, no entanto, que a queda taxa de natalidade da população brasileira e as correções de fluxo têm contribuído para reduzir o tamanho das classes.

“A relação professor/aluno tem pautado muitos estudos. Sempre com propostas de reduzir a quantidade de alunos por sala e por professor. Há docentes que dão aulas para 600 alunos por semana nas séries finais do ensino fundamental e no ensino médio. Eles vão passar o ano sem conhecer os nomes dos alunos. O número menor de estudantes por sala aumenta as chances de um bom ensino e uma boa aprendizagem”, diz. Callegari ressalta que, com turmas numerosas, a atenção dada pelos professores a cada estudante é muito menor.

Para Maria de Fátima Guerra, professora do Departamento de Métodos e Técnicas da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), mais do que reduzir as turmas – o que considera importante para melhorar qualidade das aulas – é preciso mudar o foco do ensino. “O ensino precisa ser individualizado e atender as necessidades específicas de cada um”, afirma.

“Precisamos de menos alunos por turma, mas isso por si só não resolve as dificuldades de aprendizagem dos alunos. Se o professor não trabalha a individualização do ensino, não garante aprendizagem. Não importa se uma turma tem mais alunos, se ela tiver um excelente professor”, pondera a professora.

Maria de Fátima lembra que uma solução para as classes numerosas é trabalhar com grupos em sala de aula. “É possível estimular a dinâmica de redes de aprendizagem, em quer todos participam dentro do grupo”, diz. “É a cultura da aprendizagem que a gente precisa trabalhar”, afirma.

Fonte: iG Educação

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Marina Silva é considerada uma das '50 pessoas que podem salvar o planeta'

Por: Esther Alcântara

Em janeiro de 2008, uma lista inédita foi publicada pelo jornal britânico The Guardian. A lista, preparada por um painel de especialistas, identifica "os 50 homens e mulheres com o poder de nos salvar de nós mesmos". Consta dessa lista o nome de Marina Silva, nossa ministra do meio ambiente na época da publicação, para nosso orgulho.

Marina Silva é a única latino-americana da lista, que ainda apresenta nomes como os do ex-vice-presidente americano Al Gore, da primeira-ministra alemã, Angela Merkel, do geneticista americano Craig Venter, do prefeito de Londres, Ken Livingstone, e do ator norte-americano Leonardo DiCaprio.

Sim, temos muito a agradecer e muito do que nos orgulhar com relação a Marina, pois o jornal comenta que, sob sua gestão no ministério, o desmatamento na Amazônia caiu 75%, e vastas áreas de floresta foram destinados a comunidades indígenas. Mas ela corrige, conforme pude assistir num jornal televisivo: "são 59% e o mérito não é só meu, já que se trata da ação conjunta de toda uma região". Quer prova maior de que honestidade, humildade e competência podem e devem andar juntos?
"Todo mundo concorda que uma ação urgente é necessária para evitar uma mudança climática catastrófica, mas quem realmente tem a influência e as idéias para fazer isso acontecer?", introduz o Guardian.

O jornal dedica um texto a Marina Silva, destacando sua história como "filha de um seringueiro brasileiro, passando sua infância coletando látex da floresta amazônica e protestando contra a destruição provocada pelos madeireiros ilegais".

E ainda: "Em uma das grandes histórias políticas, ela passou de analfabeta aos 16 anos à mais jovem senadora do Brasil e agora é a mulher mais capaz de prevenir a total ruína da Amazônia".

"Mas o futuro, diz Silva, é arriscado. A única maneira de evitar uma perda no longo prazo é com ajuda internacional", diz o jornal, citando uma declaração da ministra: "Não queremos caridade, é uma questão da ética da solidariedade".
 
A foto da ministra é uma das três escolhidas para ilustrar a chamada para a lista na capa do jornal, ao lado de Leonardo DiCaprio e da ambientalista Wangari Maathai, ex-ministra-assistente do Meio Ambiente do Quênia e Nobel da Paz de 2004.

Fonte: Movimento Marina

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

História das eleições no Brasil

Texto utilizado na aula de História no 4º ano da E. M. Frederico Paes Barbosa

As eleições são realizadas no país a nível local desde o Século XVI quando o Brasil ainda era colônia de Portugal, e mesmo depois de se tornar um Império Independente. Só que nessa época as eleições eram indiretas e não para todos os cargos.

O Brasil se tornou uma República em 1889, contudo ainda sim nao houve eleições para presidente. O primeiro presidente era um ditador.

Uma República (do latim Res publica, "coisa pública") é uma forma de governo na qual um representante, normalmente chamado presidente, é escolhido pelo povo para ser o chefe de país, podendo ou não acumular com o poder executivo.

Brasil já teve eleições indiretas, no Império; na República, algumas eleições presidenciais e estaduais foram indiretas, com o Congresso servindo de Colégio Eleitoral (1891, 1933, 1964, 1966), ou mesmo um Colégio Eleitoral formado a partir do Congresso, no restante do período militar, até a eleição de Tancredo Neves, em 1985. De 1966 até 1982, as eleições para governador também foram indiretas.

O voto é secreto desde 1932, com a edição do Código Eleitoral, que vem sendo periodicamente revisado, e regulamenta todo o procedimento, desde o alistamento dos eleitores, até a contagem dos votos, a fiscalização e participação dos partidos, a propaganda e os crimes eleitorais. Foi justamente em 1932 que as mulheres brasileiras começaram a votar, foi criada a Justiça Eleitoral, cujo órgão máximo é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que organiza, dirige e coordena as eleições.

O Brasil passou a ter eleições diretas a partir de 1985, com regularidade até hoje. De 4 em 4 anos, desde 1988. As eleições em dois turnos foram introduzidas, também, pela Constituição de 1988, para os cargos executivos (presidente e vice-presidente, governadores e vice-governadores, prefeitos e vice-prefeitos). Se nenhum candidato obtiver a maioria dos votos válidos (isto é, excluídos os votos brancos e nulos) quando da realização do primeiro pleito, haverá segundo turno (exceto para as eleições municipais em municípios com duzentos mil eleitores ou menos).

A urna eletrônica brasileira ou máquina de votar brasileira é um computador responsável pelo armazenamento de votos durante as eleições. O dispositivo foi desenvolvido no Brasil em 1995 em 1996. Desde então tornou-se o padrão brasileiro de votação.

Em 2010, o dia do primeiro turno das eleições será no dia 03 de outubro, já o segundo turno, acontecerá no dia 31 de outubro. As eleições acontecem nessa data desde 1950 e foi escolhida para lembrar a Revolução de 1930, que foi um golpe de estado que interrompeu a evolução natural da República Brasileira.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Via Crúcis

Hoje fui a SMEC fazer o recadastramento uma vez que seria o dia designado a quem o nome começa com a letra F.
Lá encontrei mts conhecidos cujo o nome nao comeca com F, mas com A, B, C e etc. Em conversa com estes conhecidos fiquei sabendo q os mesmos estavam la no dia de hj uma vez q quando vieram no seu dia correto ficaram sabendo que a lista de documentos era bem maior:

Identidade;
CPF;
Título de eleitor;
Carteira de Trabalho;
Pis/Pasep;
Contracheque;
Comprovante de residência.

São 7 itens. No site oficial da PMCG nao diz nada. A circular que foi passada às escolas nao diz que são sete documentos. Só indo a Smec para saber que são sete.

Desde quado eu entrei para PMCG no concurso de 2008, eu não consigo resolver nada na SMEC que eu nao precise voltar lá inúmeras vezes.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Postei em Palavras Acesas

O mais cruel é não deixarem um aluno dividir seu professor com mais um colega. Mas dividir o seu professor com mais 44 colegas e consigo totalizar 45 alunos numa sala de aula não há problemas. Lembremos aos leitores que “De acordo com a portaria 11, de 23 de dezembro de 2002, da secretaria municipal de Educação, que estabelece o quantitativo de recursos humanos para as unidades escolares, é possível agrupar até 35 alunos em turmas do 6º ao 9º ano, e até 30 alunos em turmas do 4º e 5º anos. Do 1º ao 3º ano de escolaridade este quantitativo cai para 25 alunos por turma.” (Retirado de http://www.campos.rj.gov.br/noticia.php?id=18564).

Por que não há um empenho em cumprir essa lei? Não vejo ninguém ajustando a escola a essa lei quado tem mais aluno do que a portaria permite. Nem a chefia da supervisao escolar qdo foi a minha escola pensou nisso. Deve não conhecer tal portaria.

Gestores e vice-gestores recebem seus DAS de acordo com a quantidade de criança na escola. Quanto mais criança mais dinheiro no bolso dos DAS que foram indicados pelos vereadores. Mas é mt fácil para esses funcionarios comissionados ter 40 crianças na sala de cada professor o trabalho dele vai ser o mesmo.

Olha muito dificil trabalhar desse jeito. Eu já ouvi muitas vezes que a lei manda trabalhar tal assunto em sala de aula, como a contribuiçoes dos negros na história do brasil, mas em momento algum me foi entregue material didático algum ou meios para trabalhar qualquer coisa que mande qualquer lei. É dever do empregador oferecer meios de produção aos seus "proletariados". Eu não sou profissional autônomo, eu tenho um empregador.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Incêndio não impede que ano letivo comece em 1º de março

Creio que ninguém desconfiou que o ano letivo seria postergado por conta do incêndio visto que no último ano nada tínhamos para trabalhar.

Na Folha da Manhã, Joilza esclarece o motivo pelo qual assegura o início do ano letivo no dia 1º de março. A secretaria de Educação solicitou na tarde de terça-feira ao Ministério da Educação e Cultura que seja enviado o material didático para alunos da rede municipal de ensino além disso um novo pregão será feito para que o material possa ser adquirido pela prefeitura e, ainda, licitação emergencial ocorrerá para suprir a necessidade de material. "Estamos buscando orientação também com o Corpo de Bombeiros para que o novo almoxarifado possua estrutura adequada para armazenamento" - disse Joilza ao programa Folha no Ar, da Plena TV, do Grupo Folha da Manhã.

Mas a Folha não esclareceu a data de entrega dos uniformes aos pais e/ou responsáveis dos alunos da rede. Essa dúvida insiste visto que no primeiro parágrafo da reportagem diz ser no dia "22 próximo" e como estamos em 03 de fevereiro penso eu que seja 22 de fevereiro a entrega dos uniformes. Contudo, no último parágrafo já está escrito o dia 22 de março.

E será que haverá investigação sobre o incêndio do almoxarifado da SMEC?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Incêndio no Almoxarifado da SMEC

É lamentável a perda do material escolar!

Na reportagem "PMCG trabalha para que incêndio não atrapalhe o início das aulas" no site oficial da própria prefeitura, deixa claro que esforços não serão medidos para repor o estoque.

Precisa-se também que a PMCG não poupe esforços para que o material seja distribuídos tão logo cheguem. Segundo a reportagem da Folha da Manhã, materiais de fácil combustão como papel e álcool contribuiram para aumentar as chamas. Contudo, durante o ano letivo esses mesmos materiais não são tão presentes nas escolas.

E do mesmo modo que a Defesa Civil está investigando a Casa Terra, não se pode investigar o incêndio? Sabemos que nada, além de compras emergenciais, vai trazer o material de volta, mas ajudará a não ocorrer de novo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Hemocentro de Campos sofre com estoque reduzido

O Hemocentro Regional de Campos enfrenta dificuldades devido ao baixo comparecimento de doadores o que acarreta baixa no estoque de sangue. A prova disto é o corredor de espera da unidade, que já registra uma queda em torno de 50% no número de doações e tem ficado vazio durante quase todo o dia.

O Hemocentro funciona diariamente, das 7h às 18h, inclusive, aos sábados, domingos e feriados. Para doar é preciso levar um documento original de identidade com foto, ter pe-so superior a 50 kg, idade entre 18 e 65 anos, não estar em jejum e não ter ingerido alimentos gordurosos nas últimas quatro horas.

Retirado da Folha da Manhã On lin, disponível em: http://www.fmanha.com.br/#1219359808/1264680353

Contudo, a população não goza de boa saúde para ser considerada apta a doar. Deveria ser este o motivo exposto pelas autoridades de saúde. Eu mesmo fui até o Hemocentro e fui liberado antes de fazer qualquer exame, somente na entrevista, e aconselhado a procurar um gastroenterologista.

sábado, 23 de maio de 2009

Exija seus direitos com a pessoa certa

De acordo com o inciso VII do artigo 206 da Constituição Federal o ensino será ministrado com base no princípio de garantia de padrão de qualidade; ou seja, padrão significa em moldes dignos em nível de excelência e qualidade.

Já o artigo 205 diz que a educação é DEVER do ESTADO, logo, se ele lucra com isso de forma direta (votos e outras coisas que não cabem aqui) também é dever dele prestar um ensino de qualidade, pagando dignamente aos professores e dando suporte padrão de ensino. Estado não é somente o governo do Estado do Rio de Janeiro, as esferas municipais, estaduais e federais são tratadas de Estado.

No artigo 208 da mesma Constituição Federal preconiza que o dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de atendimento ao educando, no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.

Para aqueles que não sabem a Constituição Federal é a lei maior, contra a qual não há nenhuma outra dentro do território nacional.

Conclusão: o professor não tem obrigação nenhuma de tirar nada do bolso para fazer cumprir o seu trabalho. O professor deve receber o material para executar seu serviço, a falta de material atrapalha o professor e não cabe a ele buscar esse material de forma alguma. Portanto, não é obrigação de o professor suprir carência de material escolar, mas sim ministrar aulas. O professor é apenas mediador do ensino e não gestor. Gestor, de acordo com o Dicionário Aurélio, é a mesma coisa que administrador, ou seja, pessoa que tem a seu cargo a administração de bens e serviços públicos ou particulares.