Muitas pessoas acham que eu me preocupo demais, outras dissem que eu falo demais e existem pessoas que falam as duas coisas. Mas o que eu posso fazer se a vida me exige isso.
Não aproveitei quase nada minhas férias, o que me preocupa é a própria vida. Como diz o pequeno príncipe: "Às vezes a gente se distrai e isso basta!"
Não consigo me desligar, e isso me cansa e me sobrecarrega. Conheço muitos professores que são elogiados no seu trabalho pedagógico. Percebo que pra isso é necessário do mundo exterior. Se falta giz, se falta merenda, se falta ordem, se falta qualquer coisa não os incomodam.
Será que essa falta de pertencimento é o correto? Não se preocupam com o que acontece a sua volta e são considerados bons. Como podem ensinar seus alunos a serem críticos e politizados se não o são. Não digo que eu seja, mas as injustiças me incomodam e muito. E para alguns que se incomodam (como eu) são taxados de anormais.
Na reportagem da Nova Escola de outubro intitulada "Por dentro da grana" explica de onde vêm e para onde vão os recursos que sustentam as escolas e em momento algum diz que vem do salário do professor não.
Será que é correto eu pagar para trabalhar ou eu reivindicar meios de trabalho para o meu empregador? Deve ser por isso que a sindicalização está perdendo força.
Será que quando se acha algo errado o correto é se calar?
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